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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Dos planos de um poeta.

Voltei a doer
em ti,
em nós.
Que estamos a arder,
sem paz,
à sós.
Sem reconhecer
os sons,
a voz.
E ao desvanecer
a luz
dos sóis.
Que pro teu prazer
brilhou
em nós.
Agora não vê
que os meus
lençóis.
Escondiam a dor
sem cor
e atróz.
Da luz clara dos
nossos
faróis.
Sempre a procurar
alguém
veloz.
Pronto a oferecer
carona
à nós.


Indo-nos levar
à outro lugar
bem longe daqui.

mariana andrade*

P.S.: E então, queridos, como vão vocês? Bem? Espero que sim. Quase eu não posto essas palavrinhas.. eu pensava não ter nada pronto, e então lembrei-me deste. Simples, mas eu achei até bonzinho. O que acham? Quero a opinião de vocês, amores, que tem me feito crescer em demasia. Obrigada pela visita de cada um que frequenta aqui, independente de comentários respondidos ou não. Adoro cada um que leio, e fico extremamente feliz com suas visitinhas. Beijo grande, até outro dia, mari.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Do final (in)feliz.

É com a mente vazia
que o coração enche.
A moça fria descansa
e aparece a que sente.
A que sente muito,
por sentir tanto,
a que vive em luto,
a que só tem pranto.
Dizem que é assim
que a gente se liberta,
e que cada fim
traz uma descoberta.
Descobri, portanto,
o que é sentir-se mal.
Por que é que o encanto
só vem no final?

(quando vem)

mariana andrade*

P.S.: Queriidos, obrigada por continuarem comentando aqui, fico muito grata (; e continuem comentando ACIMA e não ABAIXO do texto, ok? hehe. AAH, eu escrevi esse poeminha simples há uns dois dias, e, bem, digamos que hoje o dia foi bem agradável pra mim, e as coisas melhoraram (; Enfim.. até segunda, vou ver se penso em algo BOM pra postar hehehe beijos, mari.

sábado, 16 de janeiro de 2010

amada d'alma minha.

Tu que és tão oposta de mim
e que não me permites consumir-te por inteiro

Agora voltas correndo
tentando encontrar-se aqui.
Mas não eras sempre tu
que largavas-me quando querias,
que dizias não me precisar,
e que era pra esquecer de ti?
Então o que queres agora?
Vens só brincar comigo de novo?
Ou o que vieste pedir é socorro,
e tentar com Deus se redimir?
[...]
Ora, tu?
que não tens vocação pra ser santa,
que pra ti verdade não adianta,
só o que vale é o poder de pensar.
E o sonho?
ele vive e morre em ti,
cada vez que decides partir,
o abandonas e voltas atrás.
E eu juro
que por pouco deixei de te amar,
quase que parei de procurar
um tantinho de ti aqui em mim.
Tu voltaste!
e agora me vi mais feliz,
pelo menos me fazes sorrir,
quando quero é olhar pra trás.
Eu te aceito,
juro, não te ponho mais defeito,
tudo em ti é, de fato, perfeito,
se eu consigo te controlar.
Vem, palavra!
Vem cansada e descansa em mim,
vem plantar poesia na veia,
que outra vez quero saber te amar.
mariana andrade*
P.S.: Queridões, poesia, enfim! aheuahe não que ela seja apenas versar, mas este tem um tantinho a mais dela, creio. fico feliz quando ela me reaparece.. quando a crio assim, quando a deixo somente fluir. vem da alma, sabe? e isso é o melhor!
AAH, e parabéns à vocês, viu? aheuaeh os comentários do ultimo post me fizeram pensar, de verdade. vocês são poetas natos, queridos! meus pequenos pedaços que me ajudam a crescer a cada dia. obrigada (:
AAH, eu fiz o tal do formspring pra mim auehae clique aqui ou pergunte na barra ao lado -> ;) beijos, mari.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Venha, amor, vamos dançar!

Dois pra cá.
dois pra lá.
gire.
venha.
caia.
nos meus braços.
eu te pego.
não te solto.
volte aqui.
dois pra lá.
dois pra cá.
ops.
levante-se.
cabeça.
corpo.
mexa.
olhe.
mais um pouco.
aqui.
bem perto.
venha.
fim.


e que comece a poesia!

mariana andrade*


P.S.: Acabo de encontrar esse.. o que seria isso? poesia? aheuaeh enfim, achei aqui no meu caderno e decidi publicar. Espero que gostem (:
P.S².: O ultimo post lá no Reticencio-me foi da Amanda (blog dela aqui). Adoro os mini-poemas dela (: Passem lá ;) meu beijo :*

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sinto-me confuso,
Diante de teus imaginários lábios,
Nos meus pensamentos eu abuso,
E peso sinto de tamanha mentira,
Pois sei que a flor no céu consigo pegar,
Medo tenho se a altura consigo aguentar,
Então se tudo é ilusão,
ou curtos sonhos,
De que adianta sentir agonia?
Temer se crime algum fiz?
Mas o pecado cometo,
Pecado existe no que digo,
e no que ela diz,
Pecado no desejo,
pecado está no medo,
Olho pra lua, e penso,
Com a luz, me guiando em pensamentos,
Com escolhas mais claras,
Organizando meus desejos
Mas penso também,
Porque me prender em algo mortal,
Algo de tempo curto,
Em vez de viver livre e inseguro?

de novo neto lima*

P.S.: beleza, adorei esse. e se eu dissesse pra vocês que ele escreve assim, do nada, quando a gente tá falando ao telefone? aehuaehae invejinha, invejinha *-*
beijo enorme pra ele, e pra vocês :*

mariana andrade.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Maior tesouro é você.


Oi, gente bonita aheuae. O texto a seguir foi escrito por um amiguinho meu, Neto Lima (nome artistico, né? hauahe). Geente, vocês não imaginam o quanto ele é talentoso! Se ele permitir, ainda vou postar uns poemas dele aqui.. se ele me ensinar a colocar melodia nos meus (y) hehe. Bom, aí embaixo é, na realidade, uma músiquinha, muito linda, por sinal. Espero que gostem.


É como ser um pássaro no alto de precipício
com vontade de voar até o fim do céu,
mas com medo da altura.

Vou correr ao por do sol,
pra tentar chegar ao céu,
atravessando todo mar,
tendo você como esperança,

E nas estrelas vou guiar esse sentimento
enquanto há tempo,
e ao chegar na beira do mar,
vi a semelhança dos teus olhos a brilhar,

E quanto te encontrei,
o maior tesouro revelei,
sabendo por tudo que passei,
por teu amor me recompensei.

hoje é neto lima*

P.S.: Eu to querendo mudar o lay daqui, mas continuar com algo simples, sem muitos detalhes. Alguém aí sabe um site legal pra eu pegar?? Obrigada (:

sábado, 12 de dezembro de 2009

Poetar.


E a poesia fez-se em prosa
saindo da tua boca trêmula
indo parar nas minhas mãos
bem na ponta dos meus dedos
e ainda falas que não sabes
versar como eu o sei
ainda ficas nessa dúvida
entre a rima
e a emoção
pois de que vale a música
se não vem do coração?
às vezes ela sai assim,
sem querer,
sem planejar,
outras vezes tão normal
que quem lê chega a cansar.
sabe qual o teu problema?
o que escreves é poema.
pois poesia vai além.
não importa se estiver
verso em cima,
verso embaixo.
poesia está na alma
poesia está no sangue
que deve ser derramado
poeta foi sacrificado
e já não sabe o que fazer
poeta disse ter o dom
domar palavras, cor e som
mas na verdade ele é o domado
por seus verbos variados
nunca poucos,
nunca escassos.
E não esperem que avisem.
Só procure um caderno,
lápis forte e apontado.
E permita-se ser levado.
Na dança que eles fazem.
Mãos pra lá, mente pra cá.
Vai sentindo,
entregando,
poetando

sem cansar.

mariana andrade*

P.S.: Textinho leve pro dia de hoje, queridos. Apenas algumas palavrinhas já retiradas do caderno azul. Ele é grande, mas não demora a encher ;)
beijo, beijo :*

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

(Des)Considerações.


(sobre uma quarta que já foi terça)

Nasceu o dia há um ano atrás,
da mesma maneira que nasceu hoje.
Pode ter sido com sol,
talvez com pancadas de chuva,
mas nasceu.
Morrerá o dia também,
quando ambos os ponteiros apontarem para cima,
quando os olhos estiverem se fechando.
Ou também podem estar acabando de abrir.
Tanto faz.
Verão o dia tornar a clarear.
Tornando o céu azul.
E cor de rosa.
Lentamente.
Isso.
Bem lento.
No mesmo ritmo em que
metamorfose estratégica
transforma sentimento em poesia.
E versa.
Versa tudo.
Por não ter escolha.
Ou por ter assim escolhido.
Considero hoje
um dia novo.
Novamente novo.
Partindo do dia que já morreu.
Desconsidero hoje
o seu entendimento.
Verso.
É isso o que eu faço.
Para tentar me entender.
Ou para complicar-me mais.
Verso.
Considero.
Desconsidero.
Despeço.
Desprezo.
E espero.
Só isso.

ou muito mais.

(E, falando em vida, minha irmã faz 1 aninho hoje. Parabéns, meu anjo.)

mariana andrade*

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


De fato.
fato é o que não falta.
nesta fatídica caminhada.
indo de encontro ao que
só era fato
no passado.
passou.
voltou?
pergunto-me.
e o fato é
que não encontro resposta
a ser versada
no meio de tudo isso
que gira
aqui dentro.
provoca náuseas.
ao lembrar de um ano atrás
quando nada era resolvido por completo
se bem que
ainda não é.
na verdade,
só compliquei mais.
criei um fator a mais
para me preocupar.
disseram-me para esquecer.
e digo que não dá.
nem quero.

por ora.

mariana andrade*

domingo, 1 de novembro de 2009


E são diferentes cores,
texturas,
intensidades,
até loucuras
escondidos debaixo
das suas estampas.
Cor de rosa
ou de laranja.
Que, por tantas vezes,
tornaram-se pequenina cabana.
Já foram capa de herói,
lenço de princesa.
Hoje esconderijo
de um mundo cão,
sem regozijo com a verdade,
como deveria ser.
E, se o enrolo na cabeça,
viajo até outro país.
Viro muçulmana, então.
Pois não dou valor ao patriotismo.
Sobre as camas,
cobertores.
Entre paredes,
cobertores.
Cubram dores,
cobertores!
E me cubram.
Mesmo quando o sol
romper toda a manhã.
Não ligo mais
para o calor que ele me traz.
E até gosto.
Só peço que continue me cobrindo.
Me faça menos fria.
Já que esta antiga cápsula
abandonou-me.
Fugiu por medo.
Ou eu dela fugi.

mariana andrade*

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Reticenciar-me-ei...


Espere.
Explicar-te-ei o que significa
reticenciar-se.
Primeiro dar-te-ei ouvidos,
então esperar-te-ei até que termines de falar.
Sim, depois de tanto tempo,
ouvir-te-ei do começo ao fim.
Provavelmente, assustar-me-ei com o primeiro assunto.
E transmitirei minha preocupação.
É sempre assim.
Tornou-se rotina.
Há algum tempo eu disse: rotinar-me-ei.
De fato, o fiz.
Por isso, afirmo que as reticências
que me atingirão agora,
só durarão o curto período de tempo
até que eu me arrependa.
Arrepender-me-ei de não tê-lo ouvido,
de não tê-lo esperado antes.
Antes que todas as cores,
desde o nascer do sol
até o cair da noite,
transformassem-se em
pura rotina.
Com o ciclo completo,
indo do pensar
ao arrepender,
Concluo agora, e por pouco tempo.
Reticenciar-me-ei.


Já não sobrou um quarto ponto
para colocar no final...


mariana andrade*

sábado, 24 de outubro de 2009

Volta. Volta!


Está de volta
a minha revolta
que vai e vem
por tudo aquilo que não volta.
Veio de volta
a minha revolta
e com a vida
se revoltou.
Volta.
Revolta.
Torna a revoltar.
Vai quebrando o vidro
e volta juntando os cacos
que vão ficando pelo caminho
e voltam bem encolhidos
nas palmas das minhas mãos.
Dançam e cantam
Cantam e dançam
canções pela paz
pela minha paz.
Volta, revolta!
Por favor volta!
para que a ficha caia
e eu pare de fingir
que de algo adiantou a canção da paz.
Paz que só chegará
se algum dia a revolta voltar.
Pois é quando esta voltar
que a tal paz reconstruirá
todos os castelos
que, revoltados,
partiram-se ao meio
sem me consultar.
Agora, me devolve a boa metade.
Chega da minha revolta,
que, por sua vez,
tornou-se quase felicidade.

mariana andrade*

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Abra os olhos. (meus vidros embaçados)


Disseram-me que as janelas permaneceram fechadas durante toda a noite.
Mas há pouco eu descobri certas coisas.
Coisas das quais eu já deveria ter desconfiado.
Mas não, eu já disse que tenho veias demais.
Pois bem, descobri que, em certo horário, as janelas foram abertas.
Então haveria de ter cessado a escuridão.
Mas só paredes adentro.
Pois as estrelas continuavam apagadas.
Abri as janelas.
Fechei a porta principal.
Então deveria eu ser como Rapunzel e jogar as minhas tranças?
Ou posso continuar aqui nesse planeta onde as luzes não se acendem no céu?
Não, Rapunzel não, já pensei em princesas demais por hoje.
Talvez esteja na hora de fechar novamente esses vidros.
E, ao fechá-los, quem sabe volto a enxergar minhas estrelinhas.
Sim, enquanto fechadas as janelas, as estrelas dançavam.
Seguravam-se por suas cinco pontas e rodavam sem parar.
Como crianças animadas por ganhar um doce.
Como você está se imaginando agora.
Ao entrelaçar as mãos com aquele a quem chamava de melhor amigo e brincar de ficar tonto.
Quem sabe sua tontura o aproxime de novo das luzes do céu.
Quem sabe você consiga enxergá-las ao fechar os olhos.
AAAH NÃO!
Estraguei as coisas de novo.
E revelei a verdadeira identidade dos vidros.
Depois deste erro fatal, voltarei a esconder-me.
Serei de novo Rapunzel.
Mas minhas tranças jogarei
Em direção às tais estrelas.
Pra que seu brilho novamente apareça.
Na imensidão a qual eu chamo de MEU céu.

mariana andrade*

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Depois de tudo. (recomeço)


mel.
restou mel.
e eu o misturei
com o meu amargor.
agora sim.
no ponto certo.
fiquei com o doce.
aquele doce.
do qual eu falei que tinha saudades.
agora o possuo.
e o deixo possuir-me.
coisa rara, aliás.
pois há muito
ele tentava alcançar-me.
e, quem diria,
depois de tudo isso
ele pôde ao menos encostar em mim.
não sei o que sentiu, é bem verdade.
talvez frio.
ou simplesmente medo de dirigir-me a palavra.
mas o doce foi corajoso o bastante.
ou talvez este meu veneno o tenha emprestado um pouco de coragem.
sim, agora sim.
coragem, veneno, sorrisos.
e o doce.
que escorre lentamente.
agora sim.

parágrafo 1.

mariana andrade*

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Talvez tenha sido o brilho da lua em meio a escuridão daquele céu, ou talvez apenas a música ambiente que deixava qualquer um mais calmo. Não sei bem. Só sei que todos os nós que eu havia dado na garganta desapareceram.

Sim, os nós foram desatados e eu soltei o fôlego com tamanha empolgação. Livre, enfim. Se é que eu já sou capaz de dizer-lhe o que é a liberdade. E talvez esta definição seja mesmo complicada.

Porque ainda que eu corra por todos os belos jardins do mundo, ou que eu seja capaz de guardar um raio de sol nesta pequena bolsa, não será o bastante para que eu abra meus braços e diga: "AAAH, LIBERDADE!"

Então você me pergunta: "E o que falta, então?". Bom, antes faltava coragem, e eu também haveria de ter só mais um pouco de força de vontade. Mas agora eu conquistei, enfim conquistei o que tanto esperei.

Sou livre de angústias e do prejudicial rancor, me vi livre de cismas e de medos insignificantes, escolhi ser livre de influências sem que estas sejam muito bem avaliadas.

Sim, me tornei livre.

Finalmente livre.

Livre de ti, óh tortuosa dor!



mariana andrade*

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


Senti a luz

beijei o sol

voei no ar

mudei de cor

fechei os olhos

cheirei o mar

plantei amor

colhi razão

pintei o pálido

mostrei o dom

dei brilho à dor

e ouvi o som

aquele som

que mudou tudo..

então vivi,

respirei vida,

e ela me respirou.



mariana andrade*

sábado, 12 de setembro de 2009


Andei misturando tudo.

E o tudo ficou de todas as cores.

Eu gosto de cores.

Não sei se você já percebeu.

Elas me fazem bem.

Ou apenas confundem tudo.

Sim, essa é a melhor parte.

Eu nunca sei o que esperar delas.

O inesperado é mais emocionante.

A emoção faz o coração acelerar.

Os batimentos nos despertam.

Despertar me faz viver.

Viver...

Viver...

Viver...

OBS.: É, acordei.

mariana andrade*

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nos versos, tão estranhos versos.


Se a poesia é cortesia

então me diga uma verdade

por que continuar se preocupando

com essa tão cara liberdade?

Ela tem te consumido

e te deixado sem ar

talvez mais do que o sentimento

que tu defines como amar.

Eu amo quando olho o mar

e vejo as ondas se quebrarem

naquele silêncio profundo

misto de calma e ansiedade.

Sim, existe muita ansiedade

para o dia de amanhã

mas quando chega a claridade

meus olhos voltam pra esse chão.

Lembrando horror e alegria,

vivendo o som e a poesia.

Que nesses versos tão confusos

eu insisto em divulgar.



mariana andrade*

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

9.9.9


Calmaria e ventania
nesta noite de setembro,
cuja data lembra ‘inove’,
mas só penso no ‘renove’.
Renovando, libertando
e deixando transbordar
esse resto de história que insiste em inovar.
Não renova, só inova
e sente novas sensações
mas o antigo não recicla
só castiga o coração.
Coração que agora chora
mas não é por triste estar
Ele chora porque inova, mas esquece o renovar.
Vai caindo só no novo,
mas ‘de novo’ não terá.
Quer o novo,
quer o nove,
quer o inove e o renove.
Nesta noite em que o vento fala
999

OBS.: Só explicando a foto.. eu gostei dela (: e não tenho criatividade para bater uma foto que tenha a ver com inovar aheuae

mariana andrade*

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vai fluindo...


Fluir.

Amolecer.

Deixar tocar lá no fundo.

Onde os prazeres não tem solução.

Onde os sonhos são a mais pura realidade.

Fluir.

Endurecer.

Permanecer fechado em uma cápsula.

Onde as paredes tem vida.

Onde as grades não podem ser quebradas.

Fluir.

Enrijecer.

Simplesmente parar, de modo que nem a mais forte tempestade te tiraria do lugar.

Criar um estado de transe em si mesma.

Fluir,

Tranfigurar.

Mudar de aparência de acordo com o humor.

Escurecer, clarear, tornar-se verde, azul... enfim, de todas as cores.

E seguir fluindo.

FLUIR.

FLUIR.



E não ter fim..



Apenas fluir.

mariana andrade*