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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Adeus, você. Olá, eu.

Aonde estou indo?
pra beira do abismo
topo da montanha
matar-me de frio
se ainda não morri
é porque estás junto
quer dar-me um presente?
saia já daqui
esquentaram-se as coisas
com a tua presença
disso não preciso
quero é me livrar
então vai pra longe
pode abandonar-me
eu quero fingir
que não vou me importar
e se o meu remédio
tornar-se o tempo
e do teu carinho
eu me desprender?
então estarei livre
do que poderias
falar tantas vezes
e a mim repetir
depois destas outras
que tu enganaste
não vou ser mais uma
a perder-me em ti.

(e eu escrevo aqui uma grande mentira, mas que poderia ser uma grande verdade)
(por via das dúvidas.. adeus)
P.S.: Queridões, novamente obrigada por todo o carinho.. mas só posso prometer um post bem pensado/construído pro fim de semana, porque as aulas estão realmente me matando. Espero que tudo corra bem pra vocês (; perdoem-me o sumiço, perdoem-me mesmo. No fim de semana eu visito todo mundo aqui, ok? Beijo grande. Mari.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Deixe-me.

Eu contei até 100
e esqueci o porquê
Não busquei o que queria,
então veio você.
Juro, não era isso
o que eu esperava encontrar.
Juro que, se eu pudesse,
não iria mais te encontrar.
Mas és tu que insistes,
que não me deixas ir,
és tu que me irritas
quando me fazes sorrir.
Saia daqui agora,
faça o que eu um dia fiz,
sem nada dizer, fui-me embora,
e ficaste ali, infeliz.

(por que fazes tudo ao contrário?)
mariana andrade*


P.S.: Queridos, obrigada pelos comentarios.. Saudades de vir aqui todos os dias ): beijo grande, mari.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Mari voltou (;

Eu tenho certeza do que eu mesma invento, mas dos devaneios alheios eu pouco sei, exceto quando resolvo absorvê-los de uma hora para outra. Mas então eles passariam a ser meus também. Pois esta alma que vos fala não quer mais ser dividida. Esta aqui é só minha, e é bom que continuem assim, até que as coisas se acalmem aqui dentro de mim.
Como está aqui dentro? Uma confusão só! Dou-lhe um prêmio se você puder tornar-se assim, bem pequenininho, e dar uma passada lá, só pra organizar as coisas. Se bem que foste tu mesmo o motivo para todo o embaraço. Ou será que fui eu e a minha teimosia sem limites que deixou tudo assim?
"O homem é um fim em si mesmo", é bem verdade, mas, por hora, que você seja fim lá no fundo de mim.

(porque é lá que mais dói)

mariana andrade*

P.S.: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, quanto tempo sem vir aqui ): eu tava com saudade de vocês.. mas sabe como é, a pessoa que é inconsequente e sempre age por impulso, acaba se ferrando. EEENFIM, aheuahe obrigada pelos comentários, até depois. Beeeijos da mari sumida.]

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

(con)fusão.

O excesso de amargo foi o que causou o doce
e a confusão de pensamentos renovou-se,
tratou de criar mais e mais pra embaralhar
de volta todos os sabores trouxe.
fingi não me importar com o gosto
que havia sido causado pelo desgosto
da poesia cheia de lágrimas secas
que não sabiam escorrer pelo rosto.
e sentindo em todos os sentidos
tocando com todos os toques
todos os significados da gramática
mil pra cada pequena palavra.
porque agora sinto bem
o que seria sentir mal,
sentir-se mal,
ah, destino, o quão mau és?
foi e voltou,
tentando provar existir
e como fico eu,
que ainda não sei resistir?
vou insistindo em sentir
as pontas das estrelas
tocarem nas pontas
dos meus pés.
e não sei se são quentes ou frias
pois também não existem, de fato
só dentro da minha poesia,
saída de um choro insensato.
e agora os olhos ardem
de tanto insistirem vazar
a alma cheia de buracos
e grito que não quer calar.
levo as mãos à boca
unha roídas até demais
vencidas por todo o cansaço
de alcançar pouco, esperar mais.
mas é assim que funciona,
como seria então
se fosse fácil ter todas as coisas
na palma da sua mão?
agora é assim
tudo se transformando
confusa fusão
até a poeira ir baixando.

mariana andrade*

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

sobre permitir.


Me deixa ser céu
porque céu não tem fim
Me deixa ser mar
porque mar toca o céu
Me deixa nadar
para voar no mar
Me deixa ter força
para poder nadar
Me deixa lutar
para assim criar forças
Me deixa cair
para por algo lutar
Me deixa subir
para queda provar
Me deixa arriscar
para subida existir
Me deixa mudar
para correr o risco
Me deixa ser
para poder mudar.

Me deixa.
Me deixa.

Que eu sei me virar.

mariana andrade*

quarta-feira, 18 de novembro de 2009


"Depois de muito pensar,
não acredito, nem desacredito.
Se verdades não fossem absolutas,
seriam também mentiras.
Mas disseram-me que existem apenas
mentiras absolutas.
O que faz-me pensar que
talvez as verdades sejam respostas
às mentiras criadas pela tentativa
de transformar qualquer coisa
em absoluta verdade".

não. não precisa entender.
só se você crer da mesma maneira que eu.

mariana andrade*

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

(Des)Considerações.


(sobre uma quarta que já foi terça)

Nasceu o dia há um ano atrás,
da mesma maneira que nasceu hoje.
Pode ter sido com sol,
talvez com pancadas de chuva,
mas nasceu.
Morrerá o dia também,
quando ambos os ponteiros apontarem para cima,
quando os olhos estiverem se fechando.
Ou também podem estar acabando de abrir.
Tanto faz.
Verão o dia tornar a clarear.
Tornando o céu azul.
E cor de rosa.
Lentamente.
Isso.
Bem lento.
No mesmo ritmo em que
metamorfose estratégica
transforma sentimento em poesia.
E versa.
Versa tudo.
Por não ter escolha.
Ou por ter assim escolhido.
Considero hoje
um dia novo.
Novamente novo.
Partindo do dia que já morreu.
Desconsidero hoje
o seu entendimento.
Verso.
É isso o que eu faço.
Para tentar me entender.
Ou para complicar-me mais.
Verso.
Considero.
Desconsidero.
Despeço.
Desprezo.
E espero.
Só isso.

ou muito mais.

(E, falando em vida, minha irmã faz 1 aninho hoje. Parabéns, meu anjo.)

mariana andrade*

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ultimo pulsar.

Fico imaginando se,
ao não permitir que
as lágrimas escorram pelo rosto,
elas escorrem por dentro.
Devem fazer cócegas no coração.
E passar pelo meio
dois dois pulmões.
Talvez seja só por isso
a repentina falta de ar.
Repentina?
Ora, aonde estou com a cabeça?
Se fosse algo repentino,
eu não estaria puxando o ar agora
com tamanha intensidade.
Dura muito.
E dói.
Mesmo sem motivo algum.
Ou seria porque
não há espaço o suficiente
para pedras de gelo se libertarem?
Porque é isso.
Não as chamo mais de lágrimas.
Endureceram.
E não querem mais sair.
As preocupações nunca chegam em mim.
E agora, elas vem com força.
Está tudo congelando.
Nada funcionando.
Vai parar.

vai.
parar.

vai.
pra lá.

não quero mais ninguém aqui, por ora.

mariana andrade*

(sem foto hoje, tá? e nem vai dar pra responder todos os coments do post anterior. minhas desculpas. beijos à todos)