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terça-feira, 30 de março de 2010

sobre um fim de mim



Eu queria falar-te não só de longe
não só por minha conversa estranha
por minhas crises um tanto insanas
que eu relato sem poder te olhar.
Queria poder chegar bem mais perto
e com os olhos me declarar
o teu sorriso aproximar
os lábios teus queria tocar.
Aah, por que será
que quando a gente quer tanto
que cai até pranto
o que a gente quer demora mais pra chegar?
A espera é longa
é doída
deixa em pedaços
meu coração.
A saudade arde
no fundo da alma
que não é mais calma
desaba emoção.
Alma se desfaz
e não se refaz
alma está morrendo
não aguenta mais.

mariana andrade*

P.S.: É, não aguenta mais. Pudera isso tudo ser só rimas, só ficção, como alguns outros escritos meus. Não é. Beijos, queridos, espero que estejam bem. Mari.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

...

Esqueci do que desconheço
Desisti do que não mereço
Queria te dar só um terço
disso tudo que não sou.
Provo das coisas que não quero
E escolho sempre as que detesto
Faço parágrafos em versos
trago de volta o que não foi.
E o que foi me traga.
Sem tréguas.
Sem rédeas.
Me faz lembrar que já passou.
Passou, entenda.
E foi só isso.
O coração é mesmo impune.
Faz, desfaz e sai imune?
Ou é ele o que mais sente
toda vez que você mente
ou que finge não saber?
É, quão traiçoeiro é o coração..
me arrasta por minhas orelhas,
prende-me em suas cadeias,
e eu fico inerte sobre o chão.


(me levanta?)
mariana andrade*

P.S.: É isso. O texto ficou claro. E eu preciso estudar muito. HAUEHUEH perdoem-me pela falta de tempo. Beijão, queridos! Mari.
P.S.: Quanto ao titulo.. reticências me cansam às vezes, mas sempre voltam.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sobre o que nos (me) consome.

Porque me sinto agora
como se houvesse algo queimando
tudo o que restou por dentro
e até o que havia sumido.
Há coisas que acabam,
mas que não passam
de jeito nenhum,
não abrem mão do tormento.
O que queres causar em mim, afinal?
Há um tempo me perguntavas
porque eu insisto em
te fazer sorrir,
mesmo com tudo o que ocorreu.
Em ti,
em mim,
em nós.
Já haveria de ter passado,
os tempos mudaram,
nós mudamos,
e eu não tenho vontade de voltar.
Não tinha, digo.
Até voltares.
Pra me consumir.
Sem que eu também possa
consumir-te,
creio.

mariana andrade*

P.S.: Queridos, tudo bem com vocês? Bom... muitas coisas mudaram em só dois dias, mas isso eu vou resolver um pouco mais pra frente. Beeem, desculpa por não responder tooodos os comentários. É que o colégio já tá pegando pesado na primeira semana de aula :/ e a minha professora ogra de português tá REALMENTE me deixando com medo '-' Enfim, perdoem minha ausência, saibam que eu vou me esforçar ao máximo pra ler os textinhos de vocês, ok? Não abandonem aqui, por favor. Obrigada por todos os elogios, adoro vocês. Beijos, mari.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Sobre desabar em si.

E se o inverso inverter-se,
o quão certo hás de estar?
E se quando se perde, encontra-se
preciso ainda procurar?
Mas não é isso,
caro amigo,
que está
a me afetar.
É essa febre
que só arde.
Arde o corpo
e o coração.
E não passa,
só ultrapassa,
faz sorrisos serem
em vão.
E faz frio,
e o tempo passa.
É a desgraça
do vazio.
Coração desmiolado,
vê se cresce!
Vê se pára
de sofrer o tempo inteiro.
Coração,
meu coração.
não perca tempo
com rodeios.
Sorria já,
e não mais pare.
Porque o tempo
acabou.
mariana andrade*
P.S.: Queridos, achei um computador aqui :D aehaueh então vou continuar a postar normalmente. Algumas pessoas acharam estranho as minhas férias já estarem acabando.. pois é, as aulas voltam dia 18, e eu ainda não tenho nem caneta aehaueh
AAAH, e só pra vocês entenderem, os comentários devem ser feitos ACIMA do texto aheuahe tem muita gente comentando o texto errado, por pensar que é embaixo.
Quanto ao texto... realmente as coisas não estao indo tão bem, mas já já melhora, se Deus quiser.
Meu beijo, desejem-me sorte.
P.S.²: AAH, e pra quem ainda não é seguidor do Reticencio-me , anuncio aqui que há novo post lá. Feito por mim, desta vez (: Se gostarem, acompanhem, queridos (:

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

(con)fusão.

O excesso de amargo foi o que causou o doce
e a confusão de pensamentos renovou-se,
tratou de criar mais e mais pra embaralhar
de volta todos os sabores trouxe.
fingi não me importar com o gosto
que havia sido causado pelo desgosto
da poesia cheia de lágrimas secas
que não sabiam escorrer pelo rosto.
e sentindo em todos os sentidos
tocando com todos os toques
todos os significados da gramática
mil pra cada pequena palavra.
porque agora sinto bem
o que seria sentir mal,
sentir-se mal,
ah, destino, o quão mau és?
foi e voltou,
tentando provar existir
e como fico eu,
que ainda não sei resistir?
vou insistindo em sentir
as pontas das estrelas
tocarem nas pontas
dos meus pés.
e não sei se são quentes ou frias
pois também não existem, de fato
só dentro da minha poesia,
saída de um choro insensato.
e agora os olhos ardem
de tanto insistirem vazar
a alma cheia de buracos
e grito que não quer calar.
levo as mãos à boca
unha roídas até demais
vencidas por todo o cansaço
de alcançar pouco, esperar mais.
mas é assim que funciona,
como seria então
se fosse fácil ter todas as coisas
na palma da sua mão?
agora é assim
tudo se transformando
confusa fusão
até a poeira ir baixando.

mariana andrade*

domingo, 20 de dezembro de 2009

Parada Cardíaca (republicação)


Era um homem comum,
em uma casa comum,
em uma noite comum.
Tinha sonhos comuns,
tinha desejos comuns.
Sentia prazer com coisas banais.
Amava alguém,
queria ficar com essa pessoa para sempre.
Nessa noite, sonhava com ela.
Sonhava com um amor inabalável.
Algo que, há quem diga, é quase impossivel.
Mas não pra um sonho.
Nada é impossivel quando busca-se o inconsciente.
Ele acordou angustiado,
com um pressentimento ruim.
Por volta das três da madrugada o homem estava de olhos bem abertos.
Levantou-se da cama,
dirigiu-se à janela,
olhou o céu estrelado.
Desejou mais do que qualquer coisa chegar até lá,
roubar uma estrela para ela.
Fez os mais absurdos planos para roubar uma estrela,
apenas uma dentre milhares do grande manto estendido sobre ele.
Deitou-se na cama,
não conseguia mais dormir,
estava perdido em pensamentos.
Pensava como ela ficaria triste se não recebesse a estrela roubada.
Sentiu-se inutil ao perceber que era apenas um sonho;
um dos seus inúmeros sonhos que não viravam realidade.
O coração era fraco demais.
doeu.
sofreu.
parou.

mariana andrade*

P.S.: Eu já havia publicado esse textinho antes, como disse no titulo, e resolvi republicá-lo por dois motivos: primeiro porque uma pessoa que eu admiro muitíssimo me disse algumas vezes que esta é a melhor das minhas obras, ou pelo menos uma das melhores (eu também gosto muito deste, particularmente), e segundo porque a cabeça tá parada mesmo, e pra não postar algo sem sentido, vai este aqui.
beijos, beijos :*

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Adeus - parte 3 (a chegada e o fim.)


Com um solavanco,
parou.
E eu não desci.
As formas de fora
da janela haviam
se ajeitado,
finalmente.
E a vista não era
tão boa quanto eu
esperava.
E eu nada esperava.
Na realidade, o que
eu esperaria de um
fim, afinal?
Que servisse de
recomeço?
Talvez.
Mas, se for assim,
prefiro nem recomeçar.
Pois não há recomeço
onde exista nada,
se é que o nada
pode existir.
Não há estórias
sem verbo algum.
Ou até há,
mas é incomum.
Quisera tu tirar
de mim palavras,
ora, cá está a
tua recompensa.
Arrancaste todas
só por vontade
de me fazer fim,
de me ver chorar.
Sim, meus parabéns!
Conseguiste tudo!
Me tiraste tudo.
Me tiraste a fala,
me tiraste o dom,
me rompeste em lágrimas,
roubaste meu som,
levaste até mesmo
as minhas palavras.
Agora eu desci.
E o trem partiu.
Sem motorista algum.
Mas há de voltar.
Neste mesmo dia.
Do próximo mês.
Do ano que vem.
Adeus.
Ou melhor, até depois.

mariana andrade*

P.S.: É isso. Um mês sem voltar aqui. Um mês sem palavrear para todos lerem. Um mês de volta ao esconderijo. Sem soltar verbos. Um mês só pra mim. E pra "curtir" minhas lamentações. Um mês sem vocês. Um mês sem mim. Um mês. É tempo demais. Tempo demais sem o que eu mais amo fazer. Mas acalmem-se. Encherei as páginas do meu caderno azul dos meus mais puros verbos. E mostrarei à todos vocês. Depois. Só no outro mês. Até ano que vem, meus queridos.

Durmam bem.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Adeus - parte 2 (passageiros)


Os dias passam
como passa
dia e noite
noite e dia
E passam horas
passam histórias
passo a roupa
e passa o tempo.
Passam passos bem pesados
tênis, saltos, pés descalços
e eu aqui
passando frio.
cabeça cheia
olhos vazios.
vendo passar
grandes cidades
vendo passar
grandes verdades
e, ainda assim,
sem me mexer.
pensando em tudo o que passou
e no que não vai mais voltar.
ou até vai.
mas que demora!

não sei se posso esperar.

mariana andrade*

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Adeus - parte 1


Sexta-feira.
um milhão de pessoas
andando pelas ruas movimentadas.
Um milhão de desejos bem escondidos.
Um milhão de vozes gritando de felicidade.
E ela.
Sempre contrariando tudo.
Sempre indo para direita quando
a maioria virava-se para o lado esquerdo.
Indo.
Sozinha, andando, vagando.
E, ao chegar na estação lotada
não ficou em banco algum esperando.
Dirigiu-se aos trilhos do trem, cuja luz podia
ser vista bem longe.
Um brilho incessante.
Chegou.
Inclinou-se um pouco
para poder enxergar o fim dos trilhos.
E só observou que formavam um belo desenho.
Começava bem pequeno, encostando no horizonte.
E ía aumentando, aumentando, crescendo cada vez mais.
Até encostar em seus pés.
Respirou.
E foi bem fundo.
Ela não fazia isso com grande frequência.
Mas, e agora? - pensava.
E as conquistas que seriam deixadas pra trás?
E as palavras que, mesmo apenas lidas, ecoavam como gritos?
Como gritos surdos dentro do peito de cada um que falava-lhe.
Voltariam?
esperariam?

e agora?
quero dizer, e o depois?
mariana andrade*

sábado, 28 de novembro de 2009

paladar.


E a língua sentiu
primeiro o doce
era só mel
escorrendo não apenas pela boca
mas pelo corpo todo
fora e dentro
de dentro pra fora.
tornando-se mais que gosto
foi som também
e foi sensação.
estranha sensação.
foi salgada, então
pois já havia demais na fórmula
o gosto mudou
de uma hora pra outra
começou de um jeito,
terminou de outro.
não, não terminou.
ainda teve mais.
veio também o azedo.
um gostinho meio cítrico,
que não cheirava limão.
não tinha cheiro, na verdade.
indefinido, como sempre.
então trocou de forma, novamente.
chegou a hora.
amargo.
muito amargo.
fazia os olhos revirarem-se.
e boca ficar cheia de tensão.
sem atenção.
nem distinção.
só pressionada.
contra os dentes.
lábios sangrando.
pingando vermelho no chão.
que acabara de ser limpo.
pena.
que pena.
mas é assim.
não espere respeito de tal substância.
respeite-a você.
que é feito dela.
respeite seu gostos.
e suas mudanças.
respeite seus rostos,
a sua idade,
suas andanças.
porque você
é apenas um misto deles.
delas.
de tudo.
você é a experiência.
por vezes, sem sucesso.
agora, diga-me, funcionou?
ou nada vale?

mariana andrade*

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ultimo pulsar.

Fico imaginando se,
ao não permitir que
as lágrimas escorram pelo rosto,
elas escorrem por dentro.
Devem fazer cócegas no coração.
E passar pelo meio
dois dois pulmões.
Talvez seja só por isso
a repentina falta de ar.
Repentina?
Ora, aonde estou com a cabeça?
Se fosse algo repentino,
eu não estaria puxando o ar agora
com tamanha intensidade.
Dura muito.
E dói.
Mesmo sem motivo algum.
Ou seria porque
não há espaço o suficiente
para pedras de gelo se libertarem?
Porque é isso.
Não as chamo mais de lágrimas.
Endureceram.
E não querem mais sair.
As preocupações nunca chegam em mim.
E agora, elas vem com força.
Está tudo congelando.
Nada funcionando.
Vai parar.

vai.
parar.

vai.
pra lá.

não quero mais ninguém aqui, por ora.

mariana andrade*

(sem foto hoje, tá? e nem vai dar pra responder todos os coments do post anterior. minhas desculpas. beijos à todos)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

me ensina a ser como tu, te ensino a ser como eu.


Asas.
É isso mesmo.
Eu havia tentado lembrar
do elemento que estava faltando
para realizar a fuga perfeita.
fuga de mim.
fuga do que você deixou em mim.
Parecia que todas as coisas
já haviam sido providenciadas.
Mas vejo que a única que
se importa com as consequências
sou eu.
Sempre eu.
Por que eu tenho que ser
tão frágil quanto as mulheres de Atenas.
Me empresta a tua força, espartano?
Ou me faça enxergar a minha própria força.
Sei que ela está escondida por aqui.
Todos a possuem.
E asas? Tens asas, espartano?
Se tiveres, subo agora nos teus ombros.
Mas não para voar contigo.
E sim para arrancá-las das tuas costas.
Guardar rancor não é comigo,
mas isso não quer dizer que não devas aprender.
Pois agora vais ter o que mereces.
Te tornarás frágil.
Como eu me tornei.
Cortarei fora as suas asas.
Acorde, isso é a realidade!
Então você aprenderá
a arranjar força com os pés no chão.
Pois foi assim que eu aprendi.

mariana andrade*

sábado, 24 de outubro de 2009

Volta. Volta!


Está de volta
a minha revolta
que vai e vem
por tudo aquilo que não volta.
Veio de volta
a minha revolta
e com a vida
se revoltou.
Volta.
Revolta.
Torna a revoltar.
Vai quebrando o vidro
e volta juntando os cacos
que vão ficando pelo caminho
e voltam bem encolhidos
nas palmas das minhas mãos.
Dançam e cantam
Cantam e dançam
canções pela paz
pela minha paz.
Volta, revolta!
Por favor volta!
para que a ficha caia
e eu pare de fingir
que de algo adiantou a canção da paz.
Paz que só chegará
se algum dia a revolta voltar.
Pois é quando esta voltar
que a tal paz reconstruirá
todos os castelos
que, revoltados,
partiram-se ao meio
sem me consultar.
Agora, me devolve a boa metade.
Chega da minha revolta,
que, por sua vez,
tornou-se quase felicidade.

mariana andrade*

sábado, 10 de outubro de 2009

Chegou a hora... (meu ponto final).


Chega!
Eu já esperei muito tempo, já me desesperei por diversas vezes, e o que acontece no final? Venho de volta deitar-me neste travesseiro, que, por sinal, está cansado de ouvir meus lamentos.
Chega!
Não dá mais para esconder-me nesta cápsula chamada frieza. Talvez eu deva continuar extrapolando sentimento. Hoje disseram-me que tenho coração de pedra. Mas, acredite, ao cair da noite ele amolece significavelmente.
Chega!
Muitas desculpas já foram dadas, e foi em vão. Ora, de que adianta falar um milhão de coisas (literalmente) se elas não forem verdadeiras? Eu mesma lhe respondo que não adianta de nada.
Chega!
Já chorei, já gritei, já rolei de raiva e já provei do meu próprio veneno. Agora, preciso sentir um gosto diferente deste costumeiro amargo.
Chega!
Os ponteiros apontam para cima, alinhados.
É hora de acabar com isso.


Ponto final, depois de um número absurdo de reticências.


mariana andrade*

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

empate (com uma pitada de vitória).


Já derramei lágrimas demais. Agora cansei.
Cansei de chorar e chamar atenção das formas mais humilhantes que consegui pensar.
Não, não vou mais arrancar folhas de um caderno qualquer apenas para tropeçar em palavras que de nada adiantam.
Tudo o que devia ser dito, já foi. Tudo o que devia ser mudado, também foi.
E agora, como você mesmo afirmou, só o tempo dirá o resultado final.
Disseram-me que sofres da mesma maneira que eu, algo que eu realmente não acredito, já que tenho me mostrado mais sensível que o normal, nas ultimas 24 horas.
Não, não gastarei mais as poucas lágrimas que me restam, porque, querendo ou não, eu preciso delas.
Ainda preciso que me lavem o corpo e a alma.
Elas me fazem bem.
Ou, pelo menos, me fazem melhor do que aquelas palavras cheias de rancor. E de sinceridade, mas não quero falar sobre isso.
Não quero falar sobre o passado que, apesar de ter sido há pouco tempo, parece bem distante.
Eu já esqueci. Realmente esqueci. E, se isto não é verdade, pelo menos estou me esforçando.
Sei o quanto me esforcei.
Posso não ser assim tão madura, nem tão forte, mas tenho algo que, pelo que me parece, você deixou de lado.
Possuo ALMA; e ela não cessa.
Acostumei-me com a presença dela dentro do meu coração.
E também correndo por todas as veias, lado a lado ao sangue que me permite viver.
Porque é bem verdade que tenho vivido de alma.
Esta alma errante, mas que ainda consegue me fazer levantar.

Trégua?


mariana andrade*

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


E não tem como evitar.

o A sempre vira B

e depois volta a ser A

se uma opção não deu certo

há outra para compensar

mas não

desta vez não

mesmo com todas as forças

voltadas para a opção mais fácil

as coisas continuarão

em seu devido lugar

não, não existirão provas a serem feitas

sem segurança

com isso,

as notas continuarão altas

e, nesse caso,

o B deve ser bem mais alto que o A

ou não.

mais isso é questão de escolha


Dito isto,

cá estou eu.

Segura, porém mutável.

Como de costume.


mariana andrade*

domingo, 4 de outubro de 2009


Vamos!
Levante-se logo!
Fique de pé bem aqui, na minha frente.
Olhe dentro dos meus olhos compenetrados e faça algo mais do que tentar lê-los.
Não, não venha querer me decifrar, não venha tentar me adivinhar.
Por que você mesmo não abre esta cabeça dura e põe pra fora um tantinho desse orgulho que lhe está consumindo?
E o pior é que ele também tem me afetado.
Mas comigo é diferente.


Meu sorriso blasé continua bem posicionado entre os dentes.
Enquanto o seu... Bom, ele já sumiu.


E agora, quem saiu ganhando?



mariana andrade*

terça-feira, 22 de setembro de 2009


Depois de uma longa conversa ao telefone,
depois de pequenas palavras com um significado maior que eu mesma,
caiu a ficha. E eu confesso que demorou, mas enfim caiu.
Eu me fiz a mesma pergunta de alguns dias atrás, quando respondi positivamente, porém, errada. E também confesso que, desta vez, eu esperava uma resposta diferente.
Esperava a negatividade que tem me cercado. Eu esperava as lágrimas, porém estas, depois de chegarem em uma quantidade absurda, pareceram ter secado.
De fato, antes de responder, pensei mais do que o normal.
Analisei as coisas bem de perto. Logo eu, a garota que você julgara ser movida tão facilmente como o vento.
Bom, talvez eu tenha mudado a direção da MINHA brisa.
Sim, obtive uma resposta.
Olhei no espelho e perguntei: “Você está realmente disposta?”
E, antes que a imagem se pronunciasse, ouvi sair de minha boca: “Mais do que nunca.”



mariana andrade*

sábado, 19 de setembro de 2009



Não importa.


realmente, não importa mais.


deve ter remexido papeis.


deve ter procurado provas.


não.


não importa mais.


porque quando um segredo é descoberto


passa a não existir.


quero dizer,


pelo menos não com esse nome.


e se já não é segredo.


não há mais o que esconder.


ou há.


não importa.


e também não importa que agora você saiba.


também não importam as minha palavras


nem as lágrimas salgadas que eu estou derramando agora.


não, eu não me importo com elas.


pelo menos eu aprendo alguma coisa.


espero.


realmente espero.


argh,


nem importa..


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Quando as ideias se perderam..


E de que valeriam minhas idéias, então? Se a essência era perdida aos poucos e o que eu dizia já não era assim tão sério. De que adianta falar mil coisas e inspirar as pessoas apenas uma vez, se a vida acontece todos os dias? Talvez ainda haja tempo que cure o coração quebrado, mas a alma sem conteúdo não é curada por poções mágicas, muito menos por voltas e mais voltas do ponteiro do relógio.
Já não havia surpresas, pois eu já esperava passar por tudo aquilo. Quando se erra uma vez, por mínimo que seja este erro, as conseqüências chegam. Podem demorar, é bem verdade, mas sempre chegam. E quando acontece, não há corrida que alcance tamanha rapidez. O ponto final vem depressa, e ele vem correndo atrás de nós.
Sim, atrás de nossas fraquezas e de tudo aquilo que nos deixa só um pouquinho mais vulneráveis. Ele pega bem no ponto fraco, e o faz para que não tenhamos forças suficientes para nos levantar. A queda é brusca e o estrago pode tornar-se grande demais.
Deslizamos de fininho, desesperados por uma solução. E então as armadilhas nos encontram. E o que não é verdadeiro passa a fazer tanto sentido. Talvez porque, pelo menos uma vez na vida, achamos que o mundo imaginário pode ser melhor que o real. Aaah, erro nosso. Porque uma coisa só pode tornar-se inesquecível se ela realmente existir.

E ainda dizem por aí que o coração nunca mente...
O que eu acho? Ora, ele não é o único órgão, afinal.

mariana andrade*