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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Dos planos de um poeta.

Voltei a doer
em ti,
em nós.
Que estamos a arder,
sem paz,
à sós.
Sem reconhecer
os sons,
a voz.
E ao desvanecer
a luz
dos sóis.
Que pro teu prazer
brilhou
em nós.
Agora não vê
que os meus
lençóis.
Escondiam a dor
sem cor
e atróz.
Da luz clara dos
nossos
faróis.
Sempre a procurar
alguém
veloz.
Pronto a oferecer
carona
à nós.


Indo-nos levar
à outro lugar
bem longe daqui.

mariana andrade*

P.S.: E então, queridos, como vão vocês? Bem? Espero que sim. Quase eu não posto essas palavrinhas.. eu pensava não ter nada pronto, e então lembrei-me deste. Simples, mas eu achei até bonzinho. O que acham? Quero a opinião de vocês, amores, que tem me feito crescer em demasia. Obrigada pela visita de cada um que frequenta aqui, independente de comentários respondidos ou não. Adoro cada um que leio, e fico extremamente feliz com suas visitinhas. Beijo grande, até outro dia, mari.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Do pretérito de nós.

Antes havia claros campos
o céu não tinha cor de morte
tu comigo eras bem franco
me eras mais que pura sorte.
E toda a sorte de palavras
tornou-se pouco para nós
tu me amavas e eu a ti
e o demonstrávamos à sós.
Tu te mostravas de um jeito
que eu nunca imaginei seres
E sobre os que vieram antes?
Eras divino perto deles.
Sempre o foste, para mim
e agora foges de repente
será que usaste tuas asas?
anjo, me diz se estás contente...

(deixa eu ficar com o que restou?)


mariana andrade*

P.S.: Queridos, sem continuação pra vocês hoje ahaeuhae meu próximo post será ela, prometo, é porque falta ajeitar umas coisinhas ainda.. obrigada pelos comentários, logo respondo (; bjo grande.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Algo de nós (que éramos amor).

Eu ouço o som dos teus olhos fitando os meus - algo como a alegria surda que o coração da alma quis externar - e lembro do que eu ouvia antes, em sussurros trazidos pelo equilíbrio que só tu tens, pela doçura costumeira que só tu consegues cravar em mim, que sou quase de pedra. Então tu evidencias o "quase", lembrando-me de que mesmo 1% ainda há de ser uma possibilidade.
Pois bem, como sabes, eu sinto falta da falta que, há um tempo atrás, tu sentias de mim. Era o tempo em que meu sorriso, tu sempre o dizias, como fosse capaz de madrugada transformar em dia. Nosso sentimento recíproco, na época, fingia ser sol, e ardia nos olhos das palmas das tuas mãos, queimando-me, pois eu, frequentemente, recebia acalento delas.
Éramos luz.
E em nenhum momento houve sombra, pois tudo o que víamos era lançado do céu, e demonstrava-se em linhas perfeitas, como a peça original, não como a que fora copiada pelos que melhor sabem copiar, colorida pelo que melhor sabe colorir, e, ainda assim, não alcança resultado igual. Pois tu eras meu perfeito, e eu era o teu. E mesmo que os tais perfeitos possuíssem falhas, era o que bastava para nós.
Há ainda quem diga que não teria sentido querer uma parte do teu coração. Só uma parte eu pedi, pra guardar como garantia, de que não fugirias de repente, sem me dar aviso prévio.
Interpretaste errado meu desejo.
Fugiste de mim.

E eu fui te procurar.

(Continua..)

mariana andrade*

P.S.: Sim, terá continuação aheuaeh Em breve eu posto aqui. Um texto romântico demais pro meu gosto HAHA meu 'eu lirico' tem faces variadas, sim. Enfim, queridos, obrigada pelos comentários (que devem ser feitos ACIMA do texto, por sinal kk). Beijos, e até breve :*

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Um pulsar (esquecido).

Decerto haveria motivos
pro fim de sonhos como os meus.
A fim de que sonhos, como tu,
durassem mais que uma vida inteira.
Às vezes tão curta,
às vezes tão pouca,
às vezes tão loucas
sem criar fronteiras.
A minha poesia é
que antes traduzia
todo sentimento
que nos conduzia.
E agora és tu,
coração insolente,
que ainda não sente
todo o meu sentir.
E não mais exibes
a antiga alegria
que vinha todo dia
só por existir.
É que não existe
mais dentro de ti
todo o sentimento
que eu te entreguei.
Só em mim restou
o que era tão belo.
Largaste o perfeito
e eu o eternizei.

mariana andrade*

P.S.: Olá, amores, como vão vocês? Espero que gostem do texto (; E perdoem-me por permanecer tão distante de vocês. Há coisas que precisamos fazer, mesmo que nossa vontade aponte pro contrário. Eu estou fazendo um certo rodízio de blogs pra ler, na verdade haeuahe É que quando venho aqui, o tempo é bem curto, e não dá tempo de ler todos. Então esperem meu comentário no blog de vocês, que logo ele chega (; Obrigada à todos que visitam sempre aqui, mesmo que eu continue ausente dos seus espacinhos :/ Beijo grande, mari.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Do final (in)feliz.

É com a mente vazia
que o coração enche.
A moça fria descansa
e aparece a que sente.
A que sente muito,
por sentir tanto,
a que vive em luto,
a que só tem pranto.
Dizem que é assim
que a gente se liberta,
e que cada fim
traz uma descoberta.
Descobri, portanto,
o que é sentir-se mal.
Por que é que o encanto
só vem no final?

(quando vem)

mariana andrade*

P.S.: Queriidos, obrigada por continuarem comentando aqui, fico muito grata (; e continuem comentando ACIMA e não ABAIXO do texto, ok? hehe. AAH, eu escrevi esse poeminha simples há uns dois dias, e, bem, digamos que hoje o dia foi bem agradável pra mim, e as coisas melhoraram (; Enfim.. até segunda, vou ver se penso em algo BOM pra postar hehehe beijos, mari.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

...

"Sempre me restará amar. Escrever é alguma coisa extremamente forte mas que pode me trair e me abandonar: posso um dia sentir que já escrevi o que é meu lote neste mundo e que eu devo aprender também a parar. Em escrever eu não tenho nenhuma garantia.
Ao passo que amar eu posso até a hora de morrer. Amar não acaba. É como se o mundo estivesse à minha espera. E eu vou ao encontro do que me espera".
(Clarisse Lispector."A descoberta do mundo")

P.S.: Queridos, eu estou sem tempo esses dias, porque minhas aulas começaram e tá uma correria :s por isso deixei Lispector falar por mim.. assim que der uma folguinha eu comento nos posts de vocês, ok amores? Beijos cheios de saudades, mari.

sábado, 16 de janeiro de 2010

amada d'alma minha.

Tu que és tão oposta de mim
e que não me permites consumir-te por inteiro

Agora voltas correndo
tentando encontrar-se aqui.
Mas não eras sempre tu
que largavas-me quando querias,
que dizias não me precisar,
e que era pra esquecer de ti?
Então o que queres agora?
Vens só brincar comigo de novo?
Ou o que vieste pedir é socorro,
e tentar com Deus se redimir?
[...]
Ora, tu?
que não tens vocação pra ser santa,
que pra ti verdade não adianta,
só o que vale é o poder de pensar.
E o sonho?
ele vive e morre em ti,
cada vez que decides partir,
o abandonas e voltas atrás.
E eu juro
que por pouco deixei de te amar,
quase que parei de procurar
um tantinho de ti aqui em mim.
Tu voltaste!
e agora me vi mais feliz,
pelo menos me fazes sorrir,
quando quero é olhar pra trás.
Eu te aceito,
juro, não te ponho mais defeito,
tudo em ti é, de fato, perfeito,
se eu consigo te controlar.
Vem, palavra!
Vem cansada e descansa em mim,
vem plantar poesia na veia,
que outra vez quero saber te amar.
mariana andrade*
P.S.: Queridões, poesia, enfim! aheuahe não que ela seja apenas versar, mas este tem um tantinho a mais dela, creio. fico feliz quando ela me reaparece.. quando a crio assim, quando a deixo somente fluir. vem da alma, sabe? e isso é o melhor!
AAH, e parabéns à vocês, viu? aheuaeh os comentários do ultimo post me fizeram pensar, de verdade. vocês são poetas natos, queridos! meus pequenos pedaços que me ajudam a crescer a cada dia. obrigada (:
AAH, eu fiz o tal do formspring pra mim auehae clique aqui ou pergunte na barra ao lado -> ;) beijos, mari.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sobre (des)saber.

Quando devagar vieste chegando perto, pensando que poderia assentar-se ao meu lado, o medo voltou e eu afastei-me. Não sabia bem das tuas intenções. Afastei-me. E fui-me embora sem saber porquê.
Tu me soubeste em demasia, sempre.Eu nunca me soube, porque não quis. Porque tenho medo de que me saber demais acabe fazendo com que eu me perca em mim. Então nem pergunto, para não ter chances de me descobrir. Só quando a pergunta é correta, ao meu ver. E do que é correto eu bem o sei.
E do erro? Santo Deus! Deste não quero lembrar. Sei que o sei somente em partes, que já bastam para errar. E tu vives me dizendo que eu sei, e sei de tanto que erro em não saber de mim. Mas acho melhor assim. Se o erro não conhecer, não terei errado, então. Se erro em não me saber, e este erro não o sei, sigo assim, na quietude, o que tenho a perder, meu bem?
Eu o perco? Ora, então aberta a porta está. Saia logo e eu fico em paz, sem saber e nem errar. Mas bem que tu podias desconhecer-te também. Quem não se sabe não erra, não peca, só se faz bem. Não tem perguntas insanas, nunca se perde, nunca se engana.
E tu, por não ter achado pergunta correta a fazer, e por coisas demais sobre mim saber, foste embora sem entender porque eu não mais quero nada saber.

Falta de coragem, apenas.

mariana andrade*

P.S.: Obrigada pelos comentários de vocês lá no Reticencio-me, queridos (: beijo grande :*

sábado, 12 de dezembro de 2009

Poetar.


E a poesia fez-se em prosa
saindo da tua boca trêmula
indo parar nas minhas mãos
bem na ponta dos meus dedos
e ainda falas que não sabes
versar como eu o sei
ainda ficas nessa dúvida
entre a rima
e a emoção
pois de que vale a música
se não vem do coração?
às vezes ela sai assim,
sem querer,
sem planejar,
outras vezes tão normal
que quem lê chega a cansar.
sabe qual o teu problema?
o que escreves é poema.
pois poesia vai além.
não importa se estiver
verso em cima,
verso embaixo.
poesia está na alma
poesia está no sangue
que deve ser derramado
poeta foi sacrificado
e já não sabe o que fazer
poeta disse ter o dom
domar palavras, cor e som
mas na verdade ele é o domado
por seus verbos variados
nunca poucos,
nunca escassos.
E não esperem que avisem.
Só procure um caderno,
lápis forte e apontado.
E permita-se ser levado.
Na dança que eles fazem.
Mãos pra lá, mente pra cá.
Vai sentindo,
entregando,
poetando

sem cansar.

mariana andrade*

P.S.: Textinho leve pro dia de hoje, queridos. Apenas algumas palavrinhas já retiradas do caderno azul. Ele é grande, mas não demora a encher ;)
beijo, beijo :*

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Adeus - parte 3 (a chegada e o fim.)


Com um solavanco,
parou.
E eu não desci.
As formas de fora
da janela haviam
se ajeitado,
finalmente.
E a vista não era
tão boa quanto eu
esperava.
E eu nada esperava.
Na realidade, o que
eu esperaria de um
fim, afinal?
Que servisse de
recomeço?
Talvez.
Mas, se for assim,
prefiro nem recomeçar.
Pois não há recomeço
onde exista nada,
se é que o nada
pode existir.
Não há estórias
sem verbo algum.
Ou até há,
mas é incomum.
Quisera tu tirar
de mim palavras,
ora, cá está a
tua recompensa.
Arrancaste todas
só por vontade
de me fazer fim,
de me ver chorar.
Sim, meus parabéns!
Conseguiste tudo!
Me tiraste tudo.
Me tiraste a fala,
me tiraste o dom,
me rompeste em lágrimas,
roubaste meu som,
levaste até mesmo
as minhas palavras.
Agora eu desci.
E o trem partiu.
Sem motorista algum.
Mas há de voltar.
Neste mesmo dia.
Do próximo mês.
Do ano que vem.
Adeus.
Ou melhor, até depois.

mariana andrade*

P.S.: É isso. Um mês sem voltar aqui. Um mês sem palavrear para todos lerem. Um mês de volta ao esconderijo. Sem soltar verbos. Um mês só pra mim. E pra "curtir" minhas lamentações. Um mês sem vocês. Um mês sem mim. Um mês. É tempo demais. Tempo demais sem o que eu mais amo fazer. Mas acalmem-se. Encherei as páginas do meu caderno azul dos meus mais puros verbos. E mostrarei à todos vocês. Depois. Só no outro mês. Até ano que vem, meus queridos.

Durmam bem.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Adeus - parte 2 (passageiros)


Os dias passam
como passa
dia e noite
noite e dia
E passam horas
passam histórias
passo a roupa
e passa o tempo.
Passam passos bem pesados
tênis, saltos, pés descalços
e eu aqui
passando frio.
cabeça cheia
olhos vazios.
vendo passar
grandes cidades
vendo passar
grandes verdades
e, ainda assim,
sem me mexer.
pensando em tudo o que passou
e no que não vai mais voltar.
ou até vai.
mas que demora!

não sei se posso esperar.

mariana andrade*

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Adeus - parte 1


Sexta-feira.
um milhão de pessoas
andando pelas ruas movimentadas.
Um milhão de desejos bem escondidos.
Um milhão de vozes gritando de felicidade.
E ela.
Sempre contrariando tudo.
Sempre indo para direita quando
a maioria virava-se para o lado esquerdo.
Indo.
Sozinha, andando, vagando.
E, ao chegar na estação lotada
não ficou em banco algum esperando.
Dirigiu-se aos trilhos do trem, cuja luz podia
ser vista bem longe.
Um brilho incessante.
Chegou.
Inclinou-se um pouco
para poder enxergar o fim dos trilhos.
E só observou que formavam um belo desenho.
Começava bem pequeno, encostando no horizonte.
E ía aumentando, aumentando, crescendo cada vez mais.
Até encostar em seus pés.
Respirou.
E foi bem fundo.
Ela não fazia isso com grande frequência.
Mas, e agora? - pensava.
E as conquistas que seriam deixadas pra trás?
E as palavras que, mesmo apenas lidas, ecoavam como gritos?
Como gritos surdos dentro do peito de cada um que falava-lhe.
Voltariam?
esperariam?

e agora?
quero dizer, e o depois?
mariana andrade*