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sábado, 16 de janeiro de 2010

amada d'alma minha.

Tu que és tão oposta de mim
e que não me permites consumir-te por inteiro

Agora voltas correndo
tentando encontrar-se aqui.
Mas não eras sempre tu
que largavas-me quando querias,
que dizias não me precisar,
e que era pra esquecer de ti?
Então o que queres agora?
Vens só brincar comigo de novo?
Ou o que vieste pedir é socorro,
e tentar com Deus se redimir?
[...]
Ora, tu?
que não tens vocação pra ser santa,
que pra ti verdade não adianta,
só o que vale é o poder de pensar.
E o sonho?
ele vive e morre em ti,
cada vez que decides partir,
o abandonas e voltas atrás.
E eu juro
que por pouco deixei de te amar,
quase que parei de procurar
um tantinho de ti aqui em mim.
Tu voltaste!
e agora me vi mais feliz,
pelo menos me fazes sorrir,
quando quero é olhar pra trás.
Eu te aceito,
juro, não te ponho mais defeito,
tudo em ti é, de fato, perfeito,
se eu consigo te controlar.
Vem, palavra!
Vem cansada e descansa em mim,
vem plantar poesia na veia,
que outra vez quero saber te amar.
mariana andrade*
P.S.: Queridões, poesia, enfim! aheuahe não que ela seja apenas versar, mas este tem um tantinho a mais dela, creio. fico feliz quando ela me reaparece.. quando a crio assim, quando a deixo somente fluir. vem da alma, sabe? e isso é o melhor!
AAH, e parabéns à vocês, viu? aheuaeh os comentários do ultimo post me fizeram pensar, de verdade. vocês são poetas natos, queridos! meus pequenos pedaços que me ajudam a crescer a cada dia. obrigada (:
AAH, eu fiz o tal do formspring pra mim auehae clique aqui ou pergunte na barra ao lado -> ;) beijos, mari.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Vamos viver agora.

Venho te entregar agora
a primeira amostra de primavera,
o primeiro pulsar de uma nova vida,
o primeiro acorde de um novo som.
Venho te mostrar agora
que apesar das voltas que o mundo deu
viemos aqui de novo, você e eu,
cantar as mesmas canções de um tempo atrás.
Venho te sentir agora,
pois há tanto tempo que não o faço,
que não o contemplo com um belo abraço
e não chego a me encontrar em ti.
Venho te falar agora
o quanto o amor ainda tem pra dar,
quanto ar ainda há para respirar
e que o tempo já não se pode perder.
Venho te encontrar agora
e puxá-lo pra cá, bem junto de mim,
porque mesmo tendo chegado o fim
nosso recomeço ainda virá.
Venho te acalmar agora,
porque já passou a hora de sofrer
porque temos muito o que aprender,
e a estrada está aí para ensinar.
Vamos, amor, agora!
porque há barreiras para quebrar,
há muitas fronteiras para alcançar,
e infinito céu a nos esperar.

mariana andrade*

P.S.: Tem post novo no Reticencio-me, comentem lá, meus queridos? Obrigada ;)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Agora.

Melhor seria
se assim sempre o fosse
e se o outrora
não houvesse ficado tão longe
mas o de antes
o de sempre
veio agora
vem de volta
e cabe aqui
no coração
porque palma da mão
é pouco
é só
e só não sou
só sou
sou, só
e minha única virgula
eternizou
se eterno existe
está aqui
coube de uma forma
que já nem cabe em mim

prometo
arranjo espaço

mariana andrade*