
Vermelho-vida
ao preto-morte.
Mudou.
Ficou mais forte.
Como o olhar
que te dirijo.
Olhe pra mim.
Volte a olhar pra cá.
Da morte à vida.
Sem vice-versa
Sem reticências,
sem o exitar
deste meu pulsar
que foi indo embora
em uma dessas noites
do mês de novembro.
Hora já não lembro.
Mas quase terminou.
Ponteiro parou.
Tic- tac surdo
se misturou
à minha voz que grita.
Está findando o mês.
O ano também.
Acabou o novo?
Acabou o 9?
E tudo aquilo sobre renovar?
Passou o 11.
Voltou o 0 (zero).
Já deu meia-noite.
Não fechei os olhos.
Fiz um outro fim.
Ciclo novo.
Circo sem fim.
Ato 2.
mariana andrade*


