domingo, 9 de novembro de 2014

vivo de novo

toca o som antigo:
toco, em pensamento, o antes
retoco agora
o dia de amanhã.

canto desafinada
o verso sem métrica
que escrevia no canto
da parede da tua sala.

limpo das mãos
o suor que não tenho
e, com frio,
começo a escrever.

a memória não falha.
feito farsa
faz-se o ponto:
continuo ou             

?


3 comentários:

Felicidade Clandestina. disse...

Eu lagrimo por identificação toda vez que leio aqui. Vivo no resguardo de escrever e por consequência deixo de entrar em universos como o teu, universo esse que abraço desde anos atrás. Pensando aqui e acho que tu tambem entendes o que falo, porque a gente sempre vive e continua, tropeça em pontos, vírgulas e interrogações e levanta. Te gosto Mariana, um gostar imenso feito mar, saiba.

ticoético disse...

continua,por favor...ou melhor,permaneça enfim.

Abraço (:

Lucas Hage disse...

Belo texto!