domingo, 3 de maio de 2015

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meço em verso
o que senti:
sem ti pude
ver só
só ver.

verso do avesso
parei de escrever
sem par, reparei:
não parar
deve ser lei.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Paciência.

Perco sempre o equilíbrio
Apesar do discurso.
Cativa-me a poesia e já era:
Inspiro amor
Expiro rima.
Nesse mar de surpresas,
Cabe arriscar um novo caminho
Invento um jeito, encontro tempo
Ansiosa e atenta... fico.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

a/mar/é

nado na saudade
contra a maré, permaneço.
um braço após um outro
um laço amarrado na margem,
na curva do teu sorriso.

[som de riso
de pingos de chuva
de música gritada
de quarto frio
de coisa nova]

a correnteza insiste
em me tirar do lugar
jogar de um lado pro outro
pra cima e pra baixo.
me cansa e desencanta
me faz pensar que
não vale a correria.
[melhor diminuir o ritmo]

sinto o laço tensionar
me puxar
me ajudar a nadar.
teu sorriso às vezes me salva
me tira do fundo,
da paranoia.
tua vontade às vezes me lava
fujo do velho oceano
e afundo em teu mar.

[quero um redemoinho de amor
pra me estrangular,
me tirar o ar.
quando chegar ao fim,
vou poder respirar]

não tenho me esforçado
pra nadar em tua direção
porque teu carinho me agarra
e não solta.
tua vida me chama
e eu respondo:

vou!


[abro os braços,
solto as pernas.
escolhe o caminho..
me leva
.
.
.

(em 07/14)