quinta-feira, 27 de setembro de 2018

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roubo versos já trocados
sequestro idéias de um eu
que já foi

[já fui?]

da vida em função fática
do sentir metalinguístico
tanto sentido

fica o desejo do verso
desenhado feito arranhão
n'outra pele

fica a falta de tato
acordando as vozes
de um longo arrepio

a ambiguidade
foge aos padrões
da norma culta

ignoro

doutrinas polissêmicas
ainda me interessam.

domingo, 3 de maio de 2015

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meço em verso
o que senti:
sem ti pude
ver só
só ver.

verso do avesso
parei de escrever
sem par, reparei:
não parar
deve ser lei.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Paciência.

Perco sempre o equilíbrio
Apesar do discurso.
Cativa-me a poesia e já era:
Inspiro amor
Expiro rima.
Nesse mar de surpresas,
Cabe arriscar um novo caminho
Invento um jeito, encontro tempo
Ansiosa e atenta... fico.