domingo, 2 de outubro de 2011

toque dele


se faltar carinho, ninho.



eu lembro das tardes, noites e madrugadas.
das manhãs só lembro de te ver nos sonhos, nas músicas, nos versos bobos.
eu não queria te deixar passar, e até hoje não quero.
não acostumo com a saudade deixada por cada lugar onde estão espalhados pedaços nossos.
não me acostumo com a tua falta, pois levas mais pedaços meus do que os que guardo em mim.
dizem que isso é ruim, digo que não:
dentro de ti o meu eu é bem cuidado, sempre foi.
e quando eu me desespero, me diminuo, me dilacero
mostras o quanto me cuidas
e espalhas pedaços meus sobre mim mesma.

me perco no ritmo da tua respiração
os beijos ofegantes
os sorrisos abafados pela proximidade da tua boca na minha nuca
e o cheiro dos teus cabelos
o arrepio dos pelos das minhas coxas
a sensação boa traduzida nos arranhões nas tuas costas
e me encontro de novo, depois de tudo isso
quando encostas teu rosto no meu
ou sussurras alguma das canções
sempre tão presentes.

parece que faz mais tempo...
eu me faço presente nas tuas estórias passadas
mesmo não tendo relação alguma com nenhuma delas.
o que sei é que gosto de me imaginar
te oferecendo minha fé quando não tinhas tanta.
e hoje é o contrário.
és tu quem consegues transformar as lágrimas em riso
e é pra ti que eu corro quando ficar só não tem mais sentido.
e o teu ser me salva.
tudo o que tu és, tudo o que tu guardas.
e eu te tenho inteiro, eu sei.

gosto de me sentir tua morena
e de te puxar pra perto da alma
te fazer cócegas, te arrancar uma timidez que acho de beleza incomparável.
de ver a gente sob a luz vermelha da tarde que se apronta pra dormir
deixando o amor acordar
ou adormecer junto:
tu trazes calor no frio, mas também frio no calor.
e é tudo muito bom.

eu volto, amor.
volto um dia pro prédio antigo e te espero sentada no sofá.
que essa distância só machuca.
mas é bom ainda te ter dentro do peito,
transbordando carinho..
pra que não me falte nada se a estrada acabar.


eu te amo.
mas creio que já sabes disso.


prefiro assim com você: juntinho, sem caber de imaginar.




10 comentários:

Niel disse...

Estavas muito inspirada, não é, menina linda? =) Senti a intensidade, a paixão, o ardor, a vontade... Muito lindo. Como todas as coisas que fazes... Beijos =)

Juliana Dee disse...

Ai que lindo *_*
Chorei - eu que sou uma mega romântica e super assumida - ficou toda feliz com o seu texto. Me identifiquei bastante com o que escreve e já estou te seguindo.
ENORMES BEIJOS

Erica Ferro disse...

Insuficiente é dizer que a tua poesia é belíssima. É bem mais que isso. Emociona-me de um jeito difícil de explicar, de descrever.
Ah, Mari, você é linda!

Fernanda Azevedo disse...

A gente sempre acha que não dá pra querer mais, né?! Dorme, acorda e vê que dá sim, que quer demais. E vê também que saudade vira mato quanto mais amor a gente sente. Um descontrole que não nos causa preocupação alguma, antes, nos queremos mais e mais descontrolados porque é muito bom.
Se não me faltar amor, to de boa sempre.
Beijos, flor.

bella disse...

Nossa, quanto sentimento, quanta inspiração!

Dhalila Nogueira. disse...

simplesmente, incrivelmente lindo, seu!

Má Midlej disse...

Eu sou apaixonada pela tua paixão, tu crê? HAHAHA Porque essa sensação é a melhor. Essa certeza mesmo na dúvida... ixe.

Amo tua escrita de amor, dona mariana.

beijão

Ana Andreolli disse...

lindo, lindo lindo =)

Suzi disse...

Que lindo *.* Tomara que ele tenha lido. Agora lembrei da época em que eu também escrevia poemas. Estou meio amarga ultimamente. Mas, é bom ler essas coisas. As pessoas ainda se apaixonam pra valer^^
Seguindo o blog.;)

Dilly Monnete' disse...

Foi a coisa mais singela que já li *-* Nunca vi tanto Amor transbordar por palavras dessa maneira . Que linda maneira de escrever !
Seguindo , animadíssima (:
Abraços e até breve .