terça-feira, 26 de maio de 2009

O Impossivel,

A floresta escura parecia ter um certo brilho. Talvez fosse apenas a lua refletida nas árvores. Tão grandes aquelas árvores, pareciam esconder um segredo muito profundo, algo que não deveria ficar nem um milímetro a mostra. Segredo. Talvez tenha sido isso o que me fez chegar tão perto das árvores.

Eu abri a portas de casa. Chovia forte, mas não posso dizer que isso me decepcionou, na verdade só me atraiu ainda mais. Talvez seja verdade aquela história de que quando algo nos dá medo nós temos vontade de descobrir mais sobre isso. O que eu fiz foi agir por impulso. Saí correndo em direção ao monte de água, terra e medo que cercavam.

O mais estranho? Enquanto eu corria por entre as árvores vi um pequeno brilho. Luz que vinha de longe, mas, com sua intensidade, chegava a mim como fogo que dilacerava meus olhos. Agora eu havia mudado de rumo. Corria em direção ao brilho sem fim, e minhas pernas se mexiam em uma velocidade inimaginável. Foi quando eu criei asas. Voei sobre a imensidão negra e cheguei aonde desejava.

Pousei. Deitei-me no ar e caí sobre um banco de madeira. Antes de levantar minha vista, observei cuidadosamente as linhas tênues que pareciam viajar pelas pequenas tábuas. Na realidade, nem tão pequenas assim, pareciam ter sido feitas sob medida, estavam perfeitamente compativeis ao meu tamanho.

Percebi que havia desviado minha atenção da luz. Olhei pra ela de novo. Fechei meus olhos depressa. Percebi que realmente há uma reação pra cada ação, afinal. A luz finalmente queimou meus olhos por completo, mas eu me dirigia a ela mesmo assim. Eu estava hipnotizada. Olhei o pequeno furo na terra, era de lá que ela saía. Coloquei meu dedo lá dentro. Tirei. Olhei bem no fundo. E caí.


(Continua..)

2 comentários:

márcia amaral disse...

hn tá, quero saber quem te deu direito de fazer textos melhores que os meus ¬¬. ount , brincadeira, perfeito, perfeito *-*

evelyn andrade disse...

tu me superas. e me encanto cada vez mais com isso. eu te amo, beijos.