quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

de coração, em fim.

mais que do fácil espanto
ria de todo encanto
na hora em que ele se for

'livro à mão engessada
máquina errante e calada
de uma hipótese escancarada'

anda depressa, apresenta
rápido entrega, mas senta
de frente enxerga a fonte

luta com seus batimentos
caça o devido momento
sente que deve falar

há nessa dor um palpite
gerado de outro convite
dose de amor e de medo

sambava até o outro dia
não via que na alegria
tossia gritos calados

chave do enigma:
ganhava um verso bonito
sabia, mas esquecia.

[ele não disse quase nada
não me olha mais como antes]
fingiu, mas não se importava
implorei até
morrermos.

3 comentários:

Adriana Ribeiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adriana Ribeiro disse...

dói assistir de camarote o amor morrer, e saber que não há nada a ser feito, melhor deixar esvair mesmo... pq a verdade é que ja tinha deixado de ser a muito tempo..e se contentar com o pouco do outro é a maior tragédia que existe :)

Lucas Hage disse...

Texto bonito