segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

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Agora brinco de me ser
só de vez em quando.
Se me procuro, não me acho
e quando acho, dói demais.
É porque hoje a alma chora a nossa falta
e se é tão perto que te encontras
aflito fica o coração.
Se vais pra longe
as coisas mudam num instante
o que era doce
me torce o rosto
não encontro mais explicação.
Se antes a calma me habitava
amor, preocupo-me
nessas voltas me perdi
de grande altura já caí
machuquei, sofri
sumi.
E esses erros que atormentam-me o passado
se dirigem ao futuro.
Ah, destino traiçoeiro!
Ah, tortura que é não ser!
Se quando vens, meu bem,
não mais me abraças
não me olhas
só disfarças
dá vergonha me assumir,
sabemos bem que é minha a culpa
toda a dor
pois manchei sem ter pudor
todo o motivo pra sorrir.
E ainda assim, ficas
e eu me calo no teu peito
e me sinto sem direito
de clamar por algo mais.
Ofereço-te a alma, a calma, o tato
meu amor, meu colo
e aguardo
até de mim me desfaço
se o teu sorriso retornar
se é pra ser feliz
de fato.


22.01.12

5 comentários:

Ana Andreolli disse...

sabe, eu senti mesmo. já passei por algo assim, se eu bem entendi oq vc quis dizer.

Hélio Netho disse...

muito belo. Adorei >>

Tatiane Trajano disse...

O amor é mágica.
Né?

Dhalila Nogueira. disse...

E são os mandos e desmandos do amor, que se necessário, que se faz na dor. Lindo poema.

Stella Rodrigues disse...

Pede desculpas que ele volta a te abraçar sem medo.