sábado, 3 de dezembro de 2011

sem parar.

de vez em quando as verdades que sobraram são poucas e o ar também sem pontos sem vírgulas sem pausas a gente vai se perdendo numa selva interna que parece sem saída em lugares frios em florestas densas em pontos comuns e a vida pára ou sai correndo e na medida que as coisas acontecem a gente evapora quebra em pedaços e se vai aos poucos e não consegue mais enxergar ou ser enxergado e não consegue mais renascer e não consegue mais se curar e a garganta fica seca o coração ameaça fugir do corpo os sentidos se perdem e se aguçam ao mesmo tempo e tudo vai seguindo num ritmo tão falho e tão incontrolável que mais nada é reconhecível mais nada é inteligível as frases não são completas as palavras deixam de ser ditas o amor não é mais demostrado e a pele sente tanto tanto tanto que o que resta é sair correndo tentando alcançar o futuro na (in)certeza de que uma hora ou outra isso tudo vai mudar.

6 comentários:

Adriana Ribeiro disse...

as vezes só o que nos resta é a esperança de que no final tudo vai dar certo, sem desejar que seja como era e sim muito melhor do que um dia foi...lindo Mari! :*

Larissa. disse...

a gente nunca pode perder todas as esperanças, temos que acreditar que mudanças boas irão acontecer. sempre acontecem, muitas vezes quando menos esperamos. acredite (:
adorei o texto!

Hélio Netho; disse...

sentimento explicito, vontade de se encontrar.

gostei do seu ma petite, voltarei, estou seguindo

=D

Ana Andreolli disse...

eu sempre tenho a sensação de que vai piorar, infelizmente .

Nara Sales disse...

Tuas palavras me engoliram, me senti tragada como se eu fosse cada vírgula oculta. Tu foi tão de pressa que me faltou o ar, Mari.

Elisa Cunha disse...

Porra, muito bom.
E tudo que falta são apenas as vírgulas...