sexta-feira, 27 de maio de 2011

365º dia.

Anjo,

Há muito tempo acabaram os achismos, chegaram as certezas, multiplicaram-se as vontades, sentiram e foram sentidas todas as verdades. e eu penso sempre a mesma coisa, mas é que é isso mesmo: independente de todos os nós que ainda não podem ser desatados, o plural que a gente formou ainda é tão bom... e eu não consigo juntar as palavras suficientemente grandes pra tentar, de algum jeito, te fazer ler o quanto eu tenho sentido, principalmente no dia de hoje. mas é certo que não faz mesmo sentido tentar explicar, tentar formular  as mais estúpidas respostas pra algo que, por si só,  já é tanto... que simplesmente não precisa de nada para completar. só de alguém.
Pode ser clichê, tanto faz. lembro que eu costumava ter raiva de não saber o que falar, de não saber o que pensar, de não saber o que sentir - mesmo já sentindo. e a gente sonhava tanta coisa um pro outro e um pelo outro, que parece fazer mais tempo - talvez uma vida inteira - que eu ouvi a tua voz me chamando pra ficar ao teu lado sem um fim previsto: até sempre.
E eu tenho pensado sobre as coisas que realmente tem feito falta.. ligar o computador - mais lento do que a minha paciência parecia capaz de suportar - pra ficar esperando o teu nome brilhar na tela, te contar do meu dia, saber do teu, pedir pra que ligasses a webcam e esquecer de falar.. ficar te olhando.. e eu realmente não imaginava que isso existia. eu sempre gostei de poesia e daquele amor que eu acreditava ser utópico.. veja só: talvez não seja.
Eu aceitei até ser vulnerável. passei a gostar da sensação de ter o rosto ficando cada vez mais corado, o coração palpitando. todo aquele papo de comédia romântica que, na prática, não é tão bonito assim, e só servia pra me deixar constrangida. mas a gente se acostuma. e, por mais incrível que pareça, fica bom. e tem faltado o teu sorriso nos meus dias, tem faltado o coração acelerado, o toque cuidadoso, o beijo com gosto de hortelã e com a calmaria que só a gente sabe como é. mas continua tendo amor de sobra. e continua o teu cheiro no ar, por qualquer lugar que eu passe. 
O que não era belo, agora é. o que já era, é mais. e independente das lágrimas que você tem sido obrigado a ouvir, da minha voz quase indo embora no único momento que a gente tem pra conversar, das discussões que antes não existiam e agora se fazem presentes - talvez por todo o estresse e por toda a saudade incômoda que eu tento jogar fora de qualquer jeito -, ainda é exatamente igual: o anseio pelo que é verdadeiro há de permanecer, o sonho bom continuará sendo reprisado, e o futuro também sonhado.. é só esperar... que, uma hora ou outra, ele vai chegar.
Feliz passado. Feliz presente. Feliz futuro.

Eu te amo.

e a gente já queria tudo isso desde o início



2 comentários:

Mais um imundo no mundo impuro. disse...

Sentiu? Lógico que senti.
Você é foda! E me desculpe a linguagem.

Abraços Imundos!

Emannu Serrão disse...

Desde o inicio a certeza fez parte de nós dois, eu só tenho pra te falar o óbvio, eu te amo e a minha vida é ao teu lado, obrigado por ser esse anjo, tão angelical, lembra?
To esperando pra você voltar pra mim, meu sonho bom.