sexta-feira, 10 de julho de 2009

Minha máquina do tempo interior.


E todas aquelas formas e cores que me cercavam foram se juntando. Amontoaram-se, embaralharam-se. Fizeram com que aquela coisa toda de tornar-se um só me parecesse confusa demais, dificil demais.
Minha vista ficou embaçada pelo excesso de coisas em minha mente. O que existia só em pensamentos aconteceu de fato. Filmes da minha própria vida passavam diante de meus olhos. Eu não podia enxergar mais nada, somente o prtérito de mim mesma.
Surgiu então uma grande espiral, isso sempre acontecia em meus sonhos mais estranhos, mas diferiuem uma coisa: ela não me puxava para si. Apenas permaneceu ali. Rodando, rodando. Eu já estava ficando tonta. Tempos depois, percebi que a tontura era um sinal de que eu estava voltando ao normal. Ou não.
Tremi por aproximadamente 15 segundos - se é que eu ainda tinha entendimento suficiente pra contar. Meus olhos reviraram, meus cabelos levantaram, a espiral sumiu.
Não abri os olhos, porque eles não haviam sido fechados. Por um momento as coisas ainda pareciam rodar, mas não durou muito. Respirei fundo e saí de casa. Cansei de enxergar o passado, já havia aprendido e até decorado tudo. Agora, apenas construiria o futuro. Meu tão promissor futuro. Pelo menos eu imaginava que seria.

mariana andrade*

3 comentários:

lua primavera disse...

É melhor deixar de ocupar a mente com o passado e passar a ocupá-la
com o futuro.
:*
P.S.: aaai também vou ver HP6 semana que vem aqui, tô super ansiosa õ/

Marii~ Andradee disse...

às vezes a gente tem um pouco d emedo de ocupar-se pensando no futuro porque não sabemos o que vai acontecer. brigada pelo coment lua =*

P.S.:e o HP6 nos espera! uhuul!

Keilinha Ramos disse...

"Cansei de enxergar o passado, já havia aprendido e até decorado tudo."
Muito lindo seu texto e seu blog também. Parabéns :D. Beijo