quinta-feira, 11 de junho de 2009

Depois de alguns papeis rasgados..

Arranquei todas as páginas de um passado irriquieto. Pus fora todas as dúvidas irrelevantes, todos os textos que me pareceram impactantes, as linhas, ora com sonhos, ora com palavras torpes, que me cercavam até um minuto atrás.

Não tive paciência para arrancar uma de cada vez. Talvez por medo. Senti medo de me arrepender por arrancar alguns de meus melhores textos. Indaguei ao vento se eu deveria ler o que tenho escrito há meses. Ele disse que não.

Há agora o resto não tão insignificante de um caderno, folhas escondidas em um certo ziper, lembranças e idéias ofensivas emm inha mente perigosa, e um plástico bolha, que também não irei estourar com calma.

Calmaria, agonia. Elas se misturam em um ritmo quase impossivel de acompanhar. Quase, foi o que eu disse. Acho que estou me saindo bem.

Fios de nylon invisiveis pendem de minhas duas mãos e agarram-se ao travaesseiro. Como se simples almofadas fossem de fato me segurar...

Em um ciclo dificil de entender as palavras passam a ter vida. A tinta azul da caneta contrasta com o branco do papel, mas é compreendida em linhas tonalizadas por uma cor parecida. Linhas retas são preenchidas com palavras tortas. Como é mesmo aquele ditado?

As pálpebras pesam em meu rosto cansado. Não quero fechar os olhos, apesar de já ser amanhã. Estranha afirmação. Contradição. Isso sempre me cercou.


Eu mesma SOU uma contradição.

E tenho um sorriso em meus lábios...

mariana andrade*

3 comentários:

Milena disse...

Muiito bom ! ♥

Marii~ Andradee disse...

brigada :D

Nicole disse...

Adoreiii ... muito lindo mesmo...





P.S: lah mandou eu dizer daonde sou então Mundo Nárnia