quinta-feira, 17 de novembro de 2011

roses in the rain



vem, manhã de amanhã, trazendo os sóis de sempre. mais de um, mais de dois, um dia inteiro feito da mais bela nota, construído como um verso bonito das mãos do poeta. que escorram lágrimas da ponta do lápis,  que renasçam as linhas antigas, a composição assimétrica, mas com uma simetria assustadora. que façam-se livres as rimas, e que possamos livrar-nos das mesmas. é ordem que a desordem apareça como motivo, que haja, sim, pontos no final, mas que indiquem pausa, que abram caminhos, que criem estradas, que continuem. que possamos enxergas as falhas deixadas pelas palavras que tentaram se fazer apagadas, que as reescreva-mos, que nos reencontre-mos, que não as esqueçamos, pra que não voltem. há, hoje, um pedaço de esperança brilhando com força dentro de mim. há novas cores, há novos gestos, novas vontades, mas também as antigas. não há alegria forçada, não há nada que se pareça com a perfeição, nem com as tragédias que de vez em quando ocorrem, geralmente quando algo é quebrado nas profundezas da gente. há, uma noite ou outra, a tristeza acumulada com as coisas passadas em um passado próximo.  então vem, manhã de amanhã. e que amanhã de manhã a vida volte. e que no restante dos dias existam as mesmas certezas de hoje, mesmo que sobre nada. pra que as coisas mudem. pra que o futuro possa, finalmente, entrar.

through chaos as it swirls

it's just us against the world

7 comentários:

Dilly Monnete' disse...

"Pra que o futuro possa finalmente entrar" .
Achei essa a frase mais interessante de teu texto .
Porque o futuro já estás fazendo , ao ter novas esperanças associadas as antigas ; o futuro é a soma do passado revisado com o presente feito .
Adorei o título *-*
Aliás , o texto inteiro !

Abraços <3

Felicidade Clandestina. disse...

Ando tão ocupada com faculdade -arrumação de casa e trabalho que acabo por não te ler com a frequencia que gostaria, mas quero que saibas que continuo achando essas tuas palavras mágicas, continuo achando seus textos um pedaço considerável do que você é, um pedaço vivo, um pedaço que pulsa e te desvenda conforme a gente vai lendo, daí partimos pra dentro dessa Mariana que é singular porém plural. Essa Mariana de olhos que sorriem e que choram, de dedos que escrevem coisas como essas, poesias vivas.


beijos Mari, muito carinho.

Paula Daniele disse...

Nossa! Que texto lindo e poético!
bjs, =

Biamarques disse...

Fiquei lendo e relendo todas as linhas que mostraram um lirismo tão único, um sentimento tão belo. Achei por acaso o seu blog e fiquei encantada. Aliás, respondendo à pergunta aí em cima: senti, de todas as maneiras. Estou seguindo. Beijo, Bia.

Stella Rodrigues disse...

Deixa o sol bater na cara, esquece tudo que te faz mal, dexia o sol bater no rosto que ai o desgosto se vai, e a liberdade e a vontade há de vir.

Nara Sales disse...

Que esse amanhã ensolarado e florido te invada e faça morada em tua alma, pequena. Que teu passado seja apenas base para o sorriso de flor que tens hoje.

Luz.

Nara Sales disse...

Que esse amanhã ensolarado e florido te invada e faça morada em tua alma, pequena. Que teu passado seja apenas base para o sorriso de flor que tens hoje.

Luz.