terça-feira, 14 de abril de 2009

Parada cardíaca.

Era um homem comum,
em uma casa comum,
em uma noite comum.
Tinha sonhos comuns,
tinha desejos comuns.
Sentia prazer com coisas banais.
Amava alguém,
queria ficar com essa pessoa para sempre.
Nessa noite, sonhava com ela.
Sonhava com um amor inabalável.
Algo que, há quem diga, é quase impossivel.
Mas não pra um sonho.
Nada é impossivel quando busca-se o inconsciente.
Ele acordou angustiado,
com um pressentimento ruim.
Por volta das três da madrugada o homem estava de olhos bem abertos.
Levantou-se da cama,
dirigiu-se à janela,
olhou o céu estrelado.
Desejou mais do que qualquer coisa chegar até lá,
roubar uma estrela para ela.
Fez os mais absurdos planos para roubar uma estrela,
apenas uma dentre milhares do grande manto estendido sobre ele.
Deitou-se na cama,
não conseguia mais dormir,
estava perdido em pensamentos.
Pensava como ela ficaria triste se não recebesse a estrela roubada.
Sentiu-se inutil ao perceber que era apenas um sonho;
um dos seus inúmeros sonhos que não viravam realidade.
O coração era fraco demais.
doeu.
sofreu.
parou.

Um comentário:

evelyn andrade disse...

mariana. pelo amor de todos os deuses, ninguém imagina que uma menina de 12 anos escreveu isso. ainda estou embasbacada de ler algo tão incrivelmente, concretamente, maravilhoso. e senti uma ponta de inveja da tua sensibilidade. da tua sensibilidade real. tenho orgulho de ti. só não chorei porque li rápido. haha
beijos, te amo.